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Death by Scrolling | Review – Uma corrida mortal e divertida pelo ouro do além

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Death by Scrolling

Death by Scrolling é uma das propostas mais curiosas de 2025, pois mistura a criatividade de Ron Gilbert, conhecido por clássicos como Monkey Island, com uma estrutura moderna de roguelite e ação acelerada. Desenvolvido pela Terrible Toybox, o jogo apresenta uma ideia simples: você está preso no purgatório e precisa juntar moedas suficientes para pagar o barqueiro Caronte e conseguir escapar.

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Entretanto, essa busca pelo ouro não acontece de maneira tranquila. O jogador precisa correr constantemente por cenários verticais, enfrentar criaturas, coletar recursos e tomar decisões rápidas enquanto a morte se aproxima. Assim, Death by Scrolling transforma uma mecânica simples em uma experiência cheia de humor, estratégia e repetição viciante.

Uma aventura no purgatório em busca da liberdade

A história começa com uma premissa divertida: depois da morte, o personagem descobre que permanecerá no purgatório até conseguir dinheiro suficiente para pagar sua passagem. Dessa forma, o jogo brinca com a ideia de que até no pós-vida existe uma cobrança financeira.

Além disso, a narrativa apresenta um humor bastante característico de Ron Gilbert. Os diálogos, personagens excêntricos e comentários durante as partidas ajudam a criar uma identidade própria, evitando que a experiência seja apenas uma sequência de corridas e combates.

O objetivo principal parece simples, mas a jornada se torna cada vez mais complicada. O jogador precisa atravessar diferentes regiões, coletar moedas e encontrar maneiras melhores de sobreviver. Portanto, cada partida representa uma nova tentativa de alcançar o valor necessário.

Consequentemente, o jogo cria uma relação interessante entre fracasso e progresso. Mesmo quando você morre, aprende algo novo e retorna mais preparado para enfrentar os desafios seguintes.

Correndo contra o tempo e contra a morte

O principal elemento de Death by Scrolling está na movimentação constante. O cenário possui uma rolagem vertical contínua, enquanto uma parede de fogo avança pelo mapa obrigando o jogador a seguir em frente. Por isso, parar por muito tempo significa encontrar o fim rapidamente.

Durante cada corrida, o jogador enfrenta inimigos, obstáculos ambientais e até o próprio Ceifador, que persegue o personagem durante a aventura. Diferentemente de outros inimigos, ele representa uma ameaça constante e não pode ser derrotado.

Além disso, o combate acontece de forma automática. As armas atacam quando os inimigos entram no alcance, mas o jogador ainda precisa escolher bem seus movimentos para evitar golpes e encontrar melhores oportunidades.

Essa combinação cria partidas rápidas e intensas. Cada segundo exige atenção, pois uma pequena decisão pode definir se você conseguirá avançar ou perderá todo o progresso conquistado.

Estratégia escondida em uma jogabilidade simples

Embora pareça um jogo direto, Death by Scrolling possui diversas escolhas estratégicas. O jogador pode selecionar diferentes personagens, cada um com características próprias, além de encontrar melhorias durante as partidas.

Além disso, os equipamentos possuem limitações. As armas não duram para sempre, e escolher quando utilizar determinado recurso pode fazer toda a diferença. Dessa maneira, o jogo incentiva decisões rápidas em vez de simplesmente acumular poder.

Entre uma fase e outra, existem áreas seguras onde é possível comprar melhorias, conversar com personagens e preparar a próxima tentativa. Esses momentos criam uma pausa importante dentro da velocidade constante da aventura.

Portanto, o título consegue equilibrar ação e planejamento. Apesar da simplicidade visual e mecânica, existe uma camada estratégica que mantém o jogador envolvido por várias partidas.

Um roguelite diferente dos demais

Death by Scrolling segue algumas ideias populares dos roguelites atuais, mas tenta criar sua própria identidade. Ao contrário de jogos onde o personagem acumula dezenas de habilidades simultaneamente, aqui existe uma abordagem mais limitada e focada.

Além disso, cada partida exige adaptação. O jogador precisa decidir quando arriscar pegar uma moeda distante, quando enfrentar inimigos e quando simplesmente continuar correndo para sobreviver.

Essa estrutura gera momentos de tensão interessantes. Uma escolha aparentemente pequena pode resultar em mais ouro ou em uma morte rápida. Assim, a experiência recompensa jogadores atentos e pacientes.

Por outro lado, essa mesma simplicidade pode causar repetição após várias horas. Como as opções de combinação são menores que em outros títulos do gênero, algumas partidas podem parecer semelhantes.

Visual, áudio e personalidade própria

O estilo visual de Death by Scrolling aposta em uma apresentação em pixel art, mas consegue manter os elementos claros mesmo com muitos acontecimentos acontecendo ao mesmo tempo. Dessa forma, inimigos e objetos continuam fáceis de identificar durante as corridas.

Além disso, a direção artística combina bem com o humor do jogo. Os personagens possuem aparência caricata, enquanto os ambientes apresentam diferentes regiões, como florestas, desertos e áreas congeladas.

A trilha sonora acompanha bem o ritmo acelerado da jogabilidade. Embora não tenha uma grande variedade musical, ela contribui para manter o clima de aventura e perseguição constante.

Consequentemente, o jogo apresenta uma identidade visual e sonora coerente. Mesmo sem grandes recursos técnicos, ele consegue transmitir personalidade.

Vale a pena?

Death by Scrolling apresenta uma mistura curiosa de roguelite, corrida infinita e humor característico. A proposta simples funciona graças ao ritmo rápido, às decisões estratégicas e ao charme da narrativa criada pela equipe de Ron Gilbert.

Entretanto, jogadores que procuram grande variedade de builds ou uma experiência extremamente profunda podem encontrar algumas limitações. A repetição aparece depois de várias tentativas, principalmente porque as possibilidades de evolução são menores que em outros representantes do gênero.

Mesmo assim, o jogo entrega uma experiência divertida e acessível. Cada partida possui momentos de tensão, descobertas e pequenas conquistas que incentivam novas tentativas.

No fim, Death by Scrolling funciona melhor como uma aventura curta e viciante, perfeita para sessões rápidas. É uma ideia diferente dentro de um gênero bastante explorado e mostra que ainda existe espaço para novas interpretações.

A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para o review do jogo.

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