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Etrange Overlord é o anime jogável mais caótico e divertido do ano

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Quando Etrange Overlord foi anunciado como uma “aventura musical de ação com esteira de sushi”, já dava para perceber que não seria um jogo comum. Criado por Sohei Niikawa, o título abraça totalmente o estilo das histórias de vilãs (villainess), um subgênero que vem crescendo muito em animes e light novels nos últimos anos.

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A trama acompanha Étrange von Rosenberg, uma jovem nobre que é executada injustamente e enviada ao inferno. No entanto, ao contrário do esperado, ela não sofre nesse novo mundo. Extremamente poderosa, Étrange rapidamente domina os demônios ao seu redor e começa a construir seu próprio caminho, seja conquistando o título de overlord ou simplesmente buscando doces e momentos de lazer.

O tom da narrativa é leve, exagerado e frequentemente cômico, funcionando muito bem justamente por não se levar a sério o tempo todo. Ao longo da jornada, surgem mistérios envolvendo conspirações e o mundo real, mantendo o jogador engajado enquanto a história se desenrola.


Influência de anime e momentos musicais inesperados

Um dos maiores destaques de Etrange Overlord é sua forte identidade visual e narrativa inspirada em animes. Com designs assinados por Shinichirou Otsuka, o jogo apresenta personagens expressivos mesmo em modelos 3D estilizados.

Além disso, o título aposta em momentos musicais que surgem ao longo da campanha. Nessas cenas, Étrange canta sobre acontecimentos da história, reforçando tanto o tom cômico quanto aspectos mais profundos de sua personalidade. Esse recurso lembra bastante produções como Rhapsody: A Musical Adventure, também ligado ao histórico de Niikawa.

As comparações com obras como KonoSuba e Re:ZERO – Starting Life in Another World fazem sentido, principalmente pelo humor exagerado e personagens caricatos, mas carismáticos.


Gameplay mistura ação, estratégia e caos controlado

O combate de Etrange Overlord mistura elementos de ação com mecânicas que lembram tower defense e até jogos como Bomberman. O jogador controla até quatro personagens simultaneamente, podendo alternar entre eles durante as batalhas.

Cada personagem possui ataques simples, habilidades especiais e movimentação básica, o que torna o sistema acessível. No entanto, há uma camada estratégica ao definir comandos para o grupo, como priorizar combate direto ou interação com dispositivos no cenário.

As batalhas acontecem em arenas pequenas com objetivos variados, como derrotar inimigos, proteger aliados ou capturar áreas. Apesar da simplicidade, a variedade de condições mantém o ritmo dinâmico ao longo do jogo.


O sistema de “sushi lane” é o grande diferencial

O elemento mais original do jogo é o sistema de “sushi lane”, que funciona como esteiras espalhadas pelo cenário distribuindo itens em tempo real.

Esses itens incluem:

  • Buffs de ataque e defesa
  • Cura
  • Bombas e habilidades especiais
  • Comidas (incluindo os doces favoritos da protagonista)

Esse sistema adiciona uma camada tática importante, já que controlar essas esteiras pode definir o sucesso ou fracasso em combate. Em alguns momentos, ele se torna mais relevante do que o próprio combate direto.


Progressão, upgrades e alguns problemas

Fora das batalhas, o jogador gerencia recursos, melhora equipamentos e desbloqueia novas funcionalidades através de um sistema de progressão. A base móvel da protagonista serve como hub para upgrades, crafting e preparação.

Apesar disso, o jogo apresenta alguns problemas:

  • Combate pode parecer repetitivo
  • Movimentação inicial um pouco travada
  • Grind elevado para upgrades
  • Pouca variedade de ataques

Mesmo assim, com o avanço da campanha, o sistema se torna mais fluido e agradável.


Um jogo divertido que aposta no carisma

No geral, Etrange Overlord se destaca muito mais pela sua personalidade do que pela profundidade mecânica. A combinação de humor, narrativa exagerada e elementos musicais cria uma experiência única.

Com duração média entre 20 e 25 horas, o jogo entrega uma campanha relativamente curta, mas envolvente, especialmente para quem gosta de animes no estilo villainess.

Mesmo com suas limitações, é uma proposta criativa que merece atenção — principalmente por fugir do padrão e apostar em algo realmente diferente dentro do gênero.

A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para o review do jogo.

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