Codex Mortis surge como uma proposta ousada dentro do cenário indie atual. Desenvolvido por Grolaf e publicado pela Crunchfest, o título chama atenção por ter sido criado 100% com inteligência artificial.
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Nesse caso, código, arte, trilha sonora e efeitos sonoros foram gerados por sistemas automatizados. A decisão desperta curiosidade e, ao mesmo tempo, levanta discussões relevantes sobre o futuro da criação de jogos digitais.
Ainda assim, a proposta mostra que já é possível construir uma experiência completa com IA, mesmo que algumas limitações ainda sejam perceptíveis ao longo da jogabilidade.
Magia negra, necromancia e builds variadas
A ambientação mergulha o jogador em um universo necromântico onde a morte é a principal ferramenta de combate.
O sistema oferece cinco escolas de magia negra que podem ser combinadas livremente. Essa liberdade abre espaço para builds variadas, incentivando experimentação constante a cada nova partida.
Além disso, é possível invocar mortos-vivos para lutar ao seu lado. Esses aliados funcionam tanto como defesa quanto como fonte de dano, criando estratégias que evoluem conforme o jogador progride.
Gameplay frenético no estilo bullet hell roguelite
O gameplay segue a linha de jogos como Vampire Survivors, com combates intensos e grande quantidade de inimigos na tela.
Os ataques acontecem automaticamente, enquanto o jogador controla movimentação, posicionamento e decisões estratégicas. Isso torna a experiência acessível, mas ainda exige atenção constante conforme a dificuldade aumenta.

A progressão acontece por meio de habilidades e upgrades que surgem de forma semi-aleatória. Esse sistema cria um ciclo viciante, onde cada escolha impacta diretamente o desempenho da run.
Progressão, upgrades e alto fator replay
Um dos maiores destaques está no alto fator replay. Cada partida pode ser completamente diferente, graças à variedade de habilidades, modificadores e evolução progressiva.
O jogo conta com:
- Diferentes níveis de dificuldade
- Upgrades permanentes
- Novos personagens e seguidores
- Itens e acessórios variados

Além disso, o sistema permite melhorar atributos como vida, dano, taxa de crítico e coleta de experiência, garantindo uma sensação constante de evolução.
Estética sombria e limitações técnicas
Visualmente, o título aposta em uma estética que mistura o grotesco com o místico, reforçando sua identidade sombria.
A trilha sonora acompanha essa proposta, contribuindo para a imersão, embora apresente certa repetitividade em sessões mais longas. A interface ainda precisa de refinamentos, algo comum em jogos em acesso antecipado.
Por outro lado, o desempenho técnico é sólido, mantendo estabilidade mesmo com muitos inimigos na tela.
Polêmica da IA vs diversão real
A recepção inicial tem sido positiva, com cerca de 84% de aprovação no Steam.
Ainda assim, o uso de inteligência artificial como base criativa gera debates. Parte da comunidade questiona a autenticidade da experiência, enquanto outros enxergam essa abordagem como uma evolução natural da indústria.
Independentemente disso, o jogo se sustenta bem como experiência jogável, entregando exatamente o que promete.
Vale a pena jogar Codex Mortis?
No geral, Codex Mortis vai além de uma simples curiosidade tecnológica e se apresenta como um roguelite sólido e viciante.
Mesmo sem reinventar o gênero, a proposta funciona bem e adiciona um diferencial relevante ao ser totalmente criada por inteligência artificial.
Se você gosta de jogos no estilo Vampire Survivors e busca algo diferente, essa é uma experiência que vale a pena conferir.
A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para o review do jogo.






