Shard Squad aposta em uma fórmula conhecida, mas adiciona uma mecânica capaz de mudar completamente suas decisões. Em vez de apenas escolher upgrades, você monta uma equipe de criaturas.
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A estrutura segue a tradição dos bullet heavens, com inimigos numerosos, experiência e melhorias automáticas. Porém, os Shards recrutados funcionam como armas e também participam das sinergias.
Além disso, a versão atual recebeu duas atualizações importantes. Poder Prismático e Prime Evolution modificaram diretamente a progressão apresentada no lançamento para PC.
Por isso, esta versão merece uma avaliação diferente das primeiras análises. O jogo ainda possui problemas, mas algumas das principais críticas perderam força.
O começo das partidas é o ponto mais fraco
Primeiramente, Shard Squad demora para apresentar sua melhor característica. Nos primeiros minutos, o personagem possui ataques lentos e pouco impacto ofensivo.
Enquanto isso, os inimigos oferecem pouca resistência e também não criam pressão suficiente. Consequentemente, algumas partidas começam com uma sensação de espera pouco interessante.
Depois, porém, novos Shards entram na formação e modificam completamente o ritmo. Cada criatura adiciona uma habilidade automática, ampliando gradualmente suas possibilidades.
Além disso, essa estrutura torna o combate visualmente mais interessante. Em vez de apenas observar projéteis orbitando o personagem, você acompanha criaturas executando suas próprias habilidades. Ainda assim, os companheiros não funcionam como membros tradicionais de uma equipe. Eles representam funções dentro da build e precisam ser tratados dessa maneira.
As sinergias transformam as escolhas
O grande diferencial de Shard Squad aparece justamente na formação da equipe. Cada Shard possui uma afinidade elemental e diferentes características.
Quando você combina determinadas criaturas, ativa bônus específicos. Esses efeitos podem aumentar o dano, melhorar a defesa ou acrescentar habilidades de suporte. Consequentemente, a criatura mais poderosa nem sempre representa a melhor escolha. Muitas vezes, um Shard aparentemente fraco completa uma sinergia muito mais eficiente.

Além disso, esse sistema exige planejamento durante toda a partida. Você precisa observar a composição atual e imaginar quais criaturas podem complementá-la. Por outro lado, algumas combinações entregam resultados claramente superiores. Assim, depois de várias horas, certas formações começam a parecer escolhas quase obrigatórias.
Prime Evolution finalmente entrega uma grande evolução
Prime Evolution representa uma das mudanças mais importantes da versão atual. A atualização responde diretamente às críticas sobre a progressão original.
Anteriormente, os upgrades aumentavam atributos, mas raramente criavam uma sensação real de transformação. Agora, o líder pode desbloquear uma forma Prime durante a partida. Para isso, você precisa atingir o nível máximo e cumprir uma missão de evolução. Depois, a transformação concede uma habilidade exclusiva e aumenta significativamente o poder.

Assim a partida ganha um objetivo intermediário muito mais interessante. Você deixa de escolher apenas melhorias pequenas e passa a perseguir uma transformação concreta Além disso, a atualização permite configurar o sistema de diferentes maneiras. Você pode utilizar a transformação completa, somente seus benefícios ou desativar o recurso.
Poder Prismático ajuda a salvar builds ruins
Poder Prismático também trouxe uma mudança relevante para a fórmula. Durante a fase, uma esfera especial pode aparecer em algum ponto da arena. Depois de destruí-la, você recebe uma escolha entre mais de 30 benefícios temporários. Portanto, o recurso acrescenta novas decisões além dos upgrades tradicionais.

Essa mecânica ajuda principalmente quando sua formação começa de maneira pouco eficiente. Você consegue compensar determinadas escolhas e direcionar novamente sua estratégia. Além disso, os benefícios criam pequenas oportunidades para experimentar combinações diferentes. Assim, o jogador recebe mais ferramentas para adaptar sua construção.
Porém, o sistema tradicional ainda depende bastante de atributos conhecidos. Dano, recarga, área e quantidade de projéteis continuam ocupando espaço importante.
A metaprogressão ainda exagera no grind
Entre as partidas, Shard Squad oferece 99 relíquias capazes de modificar atributos e habilidades. Além disso, algumas delas acrescentam companheiros temporários. Entretanto, os espaços disponíveis inicialmente são poucos. Consequentemente, você passa bastante tempo escolhendo qual relíquia permanecerá equipada.
Essa situação reduz a utilidade imediata de uma coleção tão grande. Muitos itens ficam esperando desbloqueios enquanto você utiliza as mesmas opções. Além disso, as melhorias permanentes demoram para apresentar mudanças realmente significativas. Por isso, determinadas sessões podem parecer mais repetitivas do que deveriam.

Ainda assim, existe uma quantidade considerável de conteúdo para quem gosta de desbloquear tudo. Porém, a metaprogressão não entrega a mesma satisfação da evolução Prime.
Os chefes são mais interessantes que as hordas
Enquanto os inimigos comuns seguem padrões previsíveis, os chefes exigem uma movimentação muito mais cuidadosa. Alguns ataques ocupam grandes áreas da arena. Além disso, certos padrões obrigam o jogador a observar direção, intervalo e posicionamento. Assim, simplesmente caminhar em círculos deixa de funcionar.
O jogo apresenta 59 chefes espalhados pelas fases e eventos. Embora alguns sejam mais memoráveis que outros, eles conseguem quebrar a repetição das hordas. Por outro lado, uma formação fraca transforma esses confrontos em batalhas excessivamente longas. Você desvia, espera recargas e aplica pequenas quantidades de dano.
Consequentemente, Shard Squad aproxima-se bastante de um bullet hell. Portanto, quem prefere movimentação e esquiva pode gostar mais dessa abordagem.
A pixel art é excelente, mas afeta a leitura
Visualmente, Shard Squad apresenta uma das suas características mais fortes. Os Shards possuem designs distintos, animações cuidadosas e uma identidade visual consistente.
Além disso, Mellunia utiliza cores vivas e evita o aspecto sombrio de muitos concorrentes. Dessa maneira, o jogo mantém uma aparência leve mesmo durante combates intensos.
Porém, a quantidade de efeitos começa a prejudicar a leitura nos momentos mais caóticos. Ataques aliados, projéteis inimigos e efeitos ambientais disputam o mesmo espaço.
Assim sendo, algumas fontes de dano ficam difíceis de identificar. Nas fases mais escuras, esse problema pode provocar perdas de vida aparentemente inexplicáveis.
No cooperativo local, a situação piora ainda mais. Dois personagens utilizando habilidades simultaneamente transformam a arena em uma mistura intensa de efeitos.
A história combina bem com as mecânicas
A narrativa acompanha um reino ameaçado pelo fenômeno conhecido como Desalme. Durante a aventura, você resgata criaturas e atravessa regiões afetadas.
Além disso, a história aparece em cenas, conversas, bestiário e contos desbloqueáveis. Felizmente, esses elementos não interrompem constantemente o ritmo das partidas. O aspecto mais interessante está na ligação entre história e mecânicas. Alguns Shards possuem relações familiares ou histórias compartilhadas entre si. Essas relações ajudam o jogador a compreender determinadas sinergias. Você aprende algumas combinações naturalmente, sem precisar consultar uma tabela.
Além disso, as cenas principais possuem dublagem em português. O jogo também oferece inglês, japonês e chinês como opções.
O conteúdo garante muitas horas
A versão para consoles apresenta dez fases, mais de 20 sinergias e 99 relíquias. Além disso, existem mais de 200 tipos diferentes de inimigos. O conteúdo também inclui 59 chefes e diferentes níveis de dificuldade. Portanto, existe bastante material para quem pretende explorar tudo.
A campanha apresenta uma duração estimada em aproximadamente 20 horas. Entretanto, esse tempo aumenta para quem busca completar o bestiário. Além disso, o cooperativo local para dois jogadores acrescenta uma possibilidade interessante. A formação das equipes ganha novas possibilidades quando duas pessoas participam.
Por outro lado, quantidade não significa necessariamente variedade. Algumas fases apresentam estruturas semelhantes e podem reforçar a sensação de repetição.
Conclusão
Shard Squad não tenta reinventar o bullet heaven. Entretanto, o sistema de formação cria uma identidade própria dentro de um gênero extremamente concorrido.
As sinergias representam sua melhor ideia. Elas transformam escolhas simples em decisões estratégicas e incentivam o jogador a pensar na composição. Além disso, Prime Evolution corrigiu uma das principais limitações da versão original. Agora, a progressão possui um momento de transformação realmente significativo.
Poder Prismático também melhora as possibilidades durante as partidas. Assim, builds problemáticas podem receber ferramentas capazes de alterar seu desempenho. Porém, o jogo ainda apresenta grind e repetição. Algumas combinações também funcionam melhor que outras, reduzindo parte da liberdade estratégica.
Ainda assim, Shard Squad oferece uma experiência bastante competente. A pixel art é excelente, o conteúdo é generoso e o cooperativo combina com a proposta. Portanto, quem gosta de bullet heavens encontrará motivos suficientes para experimentar o jogo. Ele não reinventa a fórmula, mas sabe adicionar suas próprias ideias.
A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para review do jogo!






