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Skautfold: Moonless Knight: metroidvania soulslike exigente

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Skautfold

Skautfold: Moonless Knight finalmente chegou aos consoles depois de um bom tempo preso no PC, e isso já diz muito sobre a experiência. Estamos falando de um jogo lançado originalmente em 2020 e que só agora aparece no PlayStation, Xbox e Switch, carregando nas costas seis anos de evolução do gênero.

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E isso pesa. Porque nesse meio tempo, o mercado de metroidvania com pegada soulslike simplesmente explodiu. Jogos mais refinados, mais polidos e com mais orçamento surgiram — então inevitavelmente a comparação vem, mesmo que não seja totalmente justa com um projeto independente.

Mas ao mesmo tempo, esse tipo de jogo também carrega um charme específico. Dá pra sentir que existe uma visão muito clara aqui, quase teimosa, de um desenvolvedor que quis fazer exatamente o que imaginou — e isso, por si só, já chama atenção.

Uma mistura de Japão alternativo com horror lovecraftiano

A premissa de Skautfold: Moonless Knigh é daquelas que te fazem pensar “isso aqui tinha potencial pra algo gigantesco”. Você está em um Japão alternativo, com elementos históricos misturados com horror cósmico e uma estética meio steampunk vitoriana.

Você joga como Gray, um cavaleiro enviado em uma missão diplomática que dá errado… muito errado. O que deveria ser política vira sobrevivência em um palácio tomado por cultistas e coisas que claramente não pertencem àquele mundo.

É aquele tipo de mistura que, na mão de um estúdio grande, viraria um blockbuster fácil. Aqui, ela vira algo mais contido — mas ainda assim interessante, principalmente pra quem curte aquele clima mais sombrio e misterioso.

Exploração que recompensa quem insiste

O mapa é um dos pontos mais fortes do jogo. O Palácio Imperial funciona como um mundo interconectado, cheio de atalhos, caminhos escondidos e áreas que só fazem sentido depois de um tempo.

No começo, pode parecer confuso. Você entra em áreas que não deveria, enfrenta inimigos que claramente estão acima do seu nível e volta sem entender muito bem o que aconteceu. Mas isso faz parte do processo.

Com o tempo, o jogo começa a “clicar”. Você entende os caminhos, começa a reconhecer padrões e percebe que aquela confusão inicial era, na verdade, parte do design. É o tipo de exploração que recompensa quem tem paciência.

O sistema de combate divide opiniões (e com razão)

O grande diferencial aqui é o tal do Guard System. Em vez de uma barra de stamina tradicional, você gerencia sua defesa como um recurso ativo, que pode ser quebrado se você jogar de forma descuidada.

Na teoria, é brilhante. Você precisa pensar antes de atacar, medir riscos e entender o comportamento do inimigo. Não é só sair apertando botão — tem estratégia envolvida.

Na prática… depende. No começo, o sistema pode parecer travado, lento e até meio injusto. Existe uma curva de aprendizado bem íngreme, e o jogo não faz muita questão de facilitar sua vida nesse processo.

Progressão orgânica que reflete seu estilo de jogo

Uma coisa que o jogo acerta bem é a forma como você evolui. Aqui, os atributos não sobem simplesmente com XP — eles melhoram com base no que você faz.

Se você esquiva bastante, melhora evasão. Ou se apanha muito, ganha resistência. E Se usa uma arma específica, fica melhor com ela. Parece detalhe, mas isso cria uma conexão interessante entre jogador e personagem.

É quase como se o jogo estivesse te observando e moldando seu progresso com base no seu comportamento. E isso dá uma sensação de evolução mais natural do que simplesmente distribuir pontos em um menu.

Visual, som e a realidade de um projeto indie

Visualmente, o jogo entrega um pixel art competente, com bons momentos de atmosfera — principalmente em áreas mais escuras ou com elementos lovecraftianos.

Mas aqui entra aquela comparação inevitável. Se você vem de jogos mais recentes do gênero, pode sentir que falta impacto visual. Não é feio, mas também não impressiona.

A trilha sonora segue uma linha mais minimalista, ajudando a construir tensão sem exagerar. E no geral, o desempenho nos consoles é sólido, sem grandes problemas técnicos — o que já é um ponto positivo.

Nem todo mundo vai ter paciência (e tá tudo bem)

Esse não é um jogo pra todo mundo, e isso fica claro rápido. O ritmo é mais lento, o combate exige dedicação e a narrativa não se entrega facilmente.

Se você espera algo mais direto, mais fluido ou mais acessível, provavelmente vai se frustrar. O jogo exige tempo — e nem todo mundo está disposto a investir isso hoje em dia.

Por outro lado, quem entra na proposta certa pode encontrar aqui uma experiência bem única. Daquelas que não são perfeitas, mas têm personalidade de sobra.

Vale a pena jogar Skautfold: Moonless Knight?

No fim das contas, Skautfold: Moonless Knight é aquele típico jogo de nicho. Ele não tenta agradar todo mundo — e talvez seja exatamente por isso que funciona para quem entra na vibe.

Tem ideias muito boas, algumas execuções irregulares e uma identidade bem própria. Não é o jogo mais polido do gênero, mas também não é esquecível.

Se você curte metroidvania mais técnico, com combate exigente e uma pegada mais obscura, vale a pena dar uma chance. Só vai sabendo: ele cobra… e cobra caro.

A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para o review do jogo.

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