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Grim Trials: Um Roguelite Divertido Que Ainda Precisa Superar Seus Próprios Limites

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Grim Trials

Grim Trials chamou minha atenção por combinar combates rápidos, progressão permanente, crafting e uma temática sobrenatural bastante interessante.

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Como alguém que gosta bastante do gênero, comecei essa aventura esperando encontrar uma experiência familiar. Felizmente, algumas ideias conseguem trazer personalidade ao conjunto.

Uma morte prematura

Grim Trials acompanha Avelin, uma jovem que morreu antes de estar preparada para abandonar sua vida. Entretanto, sua morte possui uma explicação incomum. Avelin foi escolhida para se tornar uma aprendiz da própria Morte.

O problema é que ela deixou seu amado Timmy para trás. Portanto, Avelin deseja completar as provações e encontrar uma maneira de retornar. A premissa funciona bem como ponto de partida. Porém, a narrativa não consegue desenvolver seus personagens com a mesma eficiência.

Avelin demonstra tristeza, raiva e determinação durante sua jornada. Ainda assim, sua personalidade parece pouco desenvolvida em vários momentos. Os personagens secundários também possuem histórias interessantes. Entretanto, muitas delas aparecem através de missões e documentos espalhados pelo Instituto.

Essa estrutura ajuda a ampliar o universo, mas nem sempre desperta interesse suficiente. Além disso, algumas personalidades parecem exageradas. Consequentemente, a história acaba funcionando melhor como justificativa para a aventura. O verdadeiro destaque permanece na progressão e nos combates.

Combates entre almas

Grim Trials estrutura suas partidas através de diferentes trials, compostos por salas repletas de inimigos, recompensas e desafios. Cada tentativa começa em uma área inicial. Depois, podemos explorar diferentes caminhos enquanto procuramos recursos e aprimoramentos.

O mapa acompanha nosso progresso e facilita bastante a exploração. Além disso, podemos retornar para áreas anteriores sempre que necessário. Essa liberdade diferencia Grim Trials de algumas experiências semelhantes. Aqui, explorar completamente uma área pode ser uma estratégia bastante eficiente.

O combate utiliza armas diferentes, habilidades especiais e poções. Avelin pode adaptar seu estilo conforme os equipamentos e bônus encontrados. Os confrontos funcionam bem, especialmente quando conseguimos combinar habilidades complementares. Além disso, alguns inimigos exigem mudanças constantes na estratégia.

Porém, os chefes representam uma dificuldade bastante superior. Em determinadas situações, precisamos melhorar consideravelmente nossa personagem antes de conseguir vencê-los. Essa diferença pode frustrar jogadores menos acostumados ao gênero. Para veteranos, entretanto, ela representa parte importante do ciclo tradicional dos roguelites.

Morrer, melhorar e tentar novamente

Como qualquer bom roguelite, Grim Trials transforma a derrota em uma oportunidade de crescimento. Ao retornar ao Instituto, podemos utilizar recursos obtidos durante as partidas. Assim, desbloqueamos habilidades, aprimoramos equipamentos e fortalecemos Avelin.

As Soul Runes permitem desenvolver habilidades e modificar diferentes aspectos da personagem. Felizmente, várias melhorias podem ser redistribuídas. Essa flexibilidade permite experimentar diferentes builds sem comprometer permanentemente nossa progressão. Portanto, podemos adaptar Avelin conforme nosso estilo.

O crafting também possui papel importante durante essa evolução. Recursos coletados durante as partidas permitem produzir armas, acessórios e poções. Além disso, a criação utiliza pequenos desafios de precisão. Acertar os momentos corretos melhora a qualidade dos equipamentos produzidos.

Essa mecânica acrescenta uma camada interessante ao sistema de progressão. Contudo, problemas técnicos podem atrapalhar bastante esses momentos. Quedas de desempenho aparecem durante combates e até durante atividades mais tranquilas. Isso prejudica especialmente os desafios que exigem comandos precisos.

Uma aventura visualmente sombria

Grim Trials apresenta cenários coloridos, detalhados e repletos de efeitos durante os combates. Cada área possui elementos próprios, como árvores, lava, estátuas e diferentes objetos decorativos. Dessa forma, os ambientes conseguem transmitir personalidade.

Entretanto, essa riqueza visual também pode atrapalhar durante determinadas batalhas. Muitos elementos competem pela atenção enquanto diversos inimigos atacam simultaneamente. Consequentemente, alguns confrontos ficam visualmente confusos. Essa situação prejudica principalmente a leitura dos projéteis e dos ataques adversários.

Os personagens também apresentam designs interessantes, especialmente Avelin. Sua expressão transmite tristeza e irritação sem depender exclusivamente dos diálogos. A trilha sonora acompanha bem essa proposta. As músicas ganham força durante os chefes e ajudam a elevar a tensão.

Algumas faixas, porém, acabam aparecendo com frequência excessiva. Depois de várias partidas, determinados temas perdem parte do impacto inicial. Ainda assim, a direção audiovisual cumpre seu papel. Grim Trials apresenta uma identidade coerente e combina bem sua estética com o universo sobrenatural.

Conclusão

Grim Trials entrega uma experiência acessível para quem deseja conhecer melhor os roguelites de ação. Seu combate funciona, enquanto a progressão oferece ferramentas suficientes para experimentar diferentes possibilidades.

Além disso, as partidas possuem duração relativamente curta. Isso torna o jogo adequado para sessões rápidas durante intervalos ou momentos livres. Entretanto, a repetição aparece cedo demais. As estruturas e os inimigos começam a apresentar padrões que reduzem parte da sensação de descoberta.

Os problemas de desempenho também incomodam. Quedas durante combates e crafting prejudicam uma experiência que depende bastante de precisão. Mesmo assim, Grim Trials possui boas fundações e consegue divertir durante boa parte da campanha. Ele apenas precisava de maior variedade e refinamento.

Para veteranos do gênero, o conteúdo pode parecer limitado. Porém, jogadores iniciantes encontrarão uma porta de entrada bastante amigável. Grim Trials não reinventa os roguelites, mas entrega uma aventura competente e relativamente compacta. Por isso, vale conhecer Avelin e suas provações.

A Comunidade Mega Drive recebeu uma chave para review do jogo.

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