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Mega Drive, como ele chegou na minha casa. Parte II

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Há uma década atrás, a Comunidade Mega Drive relatou como o Mega Drive chegou na casa de alguns membros. Agora, dez anos depois, vamos ler os relatos do Fabrício, Alex e Marcelo de quando esta maravilhosa máquina chegou na casa deles!

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Fabrício Meireles

Desde 1989 frequento fliperamas e já conhecia os jogos da Sega, mesmo sem me ligar em quais empresas faziam tais jogos. Assim permaneci apenas nos fliperamas até, pelo que me lembro, o ano de 1994.

Através de um amigo que se mudou do meu bairro, conheci as famosas locadoras de videogame, e foi um susto quando vi pela primeira vez um ambiente onde eu poderia pagar para jogar à vontade, sem me preocupar com fichas até o meu tempo acabar. Ao mesmo tempo, esse meu amigo me levou à locadora não para jogarmos, mas sim porque ele tinha comprado um Mega Drive e iríamos alugar um cartucho.

Em sua casa, foi meu primeiro contato com o Mega, e jogamos revezando o controle, já que no início ele só tinha um de três botões, mas mesmo assim foi muito divertido. Depois desse dia, foram alguns meses indo à locadora para jogar e alugando jogos para jogar na casa dele durante o fim de semana.

Em um determinado período, pedi um videogame de presente para meus pais, mas por questões financeiras ganhei um Master System. Não estou reclamando, pelo contrário, pois conheci jogos novos e continuava jogando Mega Drive nas locadoras e na casa do meu amigo.

Depois de um tempo, apareceu a oportunidade de comprar um Mega Drive japonês usado de um conhecido da minha rua. A partir daí foi que o Mega Drive entrou na minha casa em definitivo. Tive a sorte de pegar o fim da vida do console, então todos os jogos bons já tinham sido lançados, e ainda tinha outro amigo com o mesmo console, o que permitia levar o controle e jogarmos em dupla.

Foi uma época mágica, em que passei vários fins de semana jogando diversos jogos sem me preocupar com fichas ou hora para parar. Joguei muito tempo em uma TV preta e branca, e não me importava nem um pouco com isso, apenas com a diversão.

Gostava do Mega ser japonês, pois conseguia jogar meu jogo favorito, Gunstar Heroes, sem precisar de adaptador, que muitas vezes já estava alugado. Depois de um tempo, troquei esse Mega por outro que, por muito tempo, achei ser americano, mas só com a chegada da internet descobri que as músicas ficam mais lentas no Mega europeu, então acredito que era esse o meu caso.

Foram muitos anos de diversão, de caminhadas pela cidade à procura de locadoras, amizades feitas e jogos diferentes descobertos. Na adolescência, deixei o videogame um pouco de lado e, quando um amigo me pediu emprestado, infelizmente ele nunca mais voltou para minha casa (coisas dos anos 90).

Enfim, hoje tenho um Mega Drive 3 por questão de nostalgia, mas nada se compara ao que vivi naquela época. Espero que tenham gostado da minha humilde história de como o Mega Drive chegou na minha casa.


Alexsandro Mendes

Eu já estava há mais ou menos uns 5 meses implorando para minha mãe por um videogame. Mesmo com um sonho muito distante de ganhar um Super Nintendo, com certeza iria me contentar com qualquer Famiclone da época.

Ainda me lembro bem daquela tarde de sábado. Dia 03 de julho de 1993 para ser mais exato, meus pais e meu irmão, juntamente com uma prima que também era nossa vizinha, saíram com a missão de finalmente comprar o meu videogame.

Eu acabei ficando em casa esperando ansiosamente e imaginando qual console iria ganhar.

Quando retornaram, quem entrou primeiro em casa foi minha mãe e para a minha surpresa ela estava com as mãos vazias, e já veio com aquela conversa “olha, a gente tentou, mas, infelizmente estava tudo muito caro…” nesse momento bateu um mix de tristeza com decepção, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, entra minha prima pela porta segurando uma caixa e dizendo “mas em compensação…”.

Cara, logo aquela angústia se transformou em euforia e quando rasguei o papel de presente e vi a imagem da tela título do Sonic. Sim, era um Mega Drive II Tectoy.
Eu ainda não estava acreditando, já que esperava algo como um Turbo Game ou no máximo um Phantom System.

Minha mãe disse que até procurou pelo Super Nintendo, mas não tinha, pois nessa época para se ter um só Made in Paraguai.

Apesar das dificuldades, meu pai sempre gostou de ter coisa boa, então quando o vendedor recomendou o Mega Drive como o console equivalente ao Snes, ele nem hesitou e comprou o Megão. Inclusive faz alguns anos que minha mãe encontrou a nota fiscal.
Esse dia ficou marcado na minha vida, e mesmo tendo que jogar numa TV preto e branco por uns 3 meses, a minha felicidade estava estampada em 512 cores na tela.


Marcelo Pacheco

O ano era 1990. Meu pai, bancário, decidiu visitar um amigo de trabalho e
me levou junto, talvez para falar de som e vídeo, assuntos que sempre o
fascinavam. Na casa, havia um clima diferente: o irmão desse amigo
acabara de chegar do Japão, trazendo consigo algo que parecia saído de
outro mundo. Enquanto os adultos conversavam, minha atenção estava
concentrada no que acontecia na sala. Lá, diante da televisão, ele jogava em
um console que eu ainda não conhecia, mas cujo controle me era
estranhamente familiar.

Na tela, motos cortavam pistas com uma velocidade hipnotizante. Era
Super Hang-On. Aquele instante marcou o meu primeiro contato com o
Mega Drive. Um salto gigantesco para quem, com 10 anos até então, vivia
feliz com seu Phantom System. Mas, depois daquele dia, algo mudou. Os
jogos, as cores, a fluidez… tudo parecia impossível de esquecer.

Todos os jogos que eu vi, não só naquele dia, mas depois na casa de um
grande amigo que tinha ganho um no início de 1991, me fez começar a
pedir um ao meu pai. Ele, com sua calma habitual, prometeu: se eu fosse
bem na escola, ganharia o videogame no fim do ano. E então chegou o
Natal.

Nessa época, a família sempre se reunia na casa da minha avó e ela sempre
montava uma arvore, onde a noite ela colocava os presentes para pegarmos
no outro dia. Na manhã seguinte, corri até ela com o coração disparado mas
não havia nenhuma “caixa grande”. Ganhei brinquedos, carrinhos, talvez
bonecos… mas não era aquilo. A decepção veio silenciosa, pesada.

Já em casa, quando a esperança começava a se apagar, meu pai surgiu com
uma caixa nas mãos. Era ele. O Mega Drive da Tec Toy. A alegria foi
avassaladora, quase inacreditável. Lembro de jogar Altered Beast noite
adentro, como se aquele momento nunca pudesse terminar.

Alguns dias depois acredito que Castle Of Illusion foi o meu segundo
jogo, comprado em uma rede de super mercados que aqui existia
(Bompreço). E assim começava uma jornada inesquecível pelos anos 90,
entre casas de amigos, locadoras, lojas como a Mesbla e até as lendárias
“muambas paraguaias”, para jogar e ter uma das minhas bibliotecas de
games preferidas de todos os tempos.


E aí senhoras e senhores gostaram dessas histórias? Se você quiser, também pode deixar a sua história para a gente publicar aqui. É só mandar um email para [email protected].

Ah, e a imagem da capa? Maluquice da IA.

 

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