
Elden Ring Nightreign nunca foi uma experiência consensual. Desde o lançamento, seu loop roguelite cooperativo dividiu opiniões, especialmente entre jogadores acostumados à estrutura mais controlada dos Souls tradicionais. A repetição longa, o risco elevado e a necessidade de cooperação constante tornaram o jogo exigente e, muitas vezes, frustrante. Ainda assim, o potencial sempre esteve presente, mesmo quando a execução afastava parte do público.
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Com a chegada da DLC The Forsaken Hollows para Elden Ring Nightreign, a FromSoftware deixa claro que não pretende suavizar a experiência. Pelo contrário. A expansão aprofunda as ideias originais e reforça o direcionamento hardcore. Em vez de tornar Nightreign mais acessível, The Forsaken Hollows escolhe refinar o que já existia, apostando em mais complexidade, dificuldade elevada e recompensas voltadas aos jogadores mais dedicados.
Novas classes e identidade jogável
Um dos pilares da DLC é a introdução de duas novas classes jogáveis: Scholar e Undertaker. Ambas possuem linhas narrativas próprias, habilidades únicas e funções bem definidas dentro do grupo. O Scholar assume um papel claramente voltado ao suporte, utilizando o sistema de “Bagcraft” para transformar itens comuns em ferramentas estratégicas. Dessa forma, consumíveis antes negligenciados passam a ter impacto real durante as runs.
Além disso, o Scholar apresenta forte escalonamento em Arcane, o que facilita a aplicação de efeitos de status nos inimigos. Sua habilidade Analyze permite fortalecer aliados e enfraquecer adversários simultaneamente, criando um impacto coletivo significativo. Já sua habilidade suprema, Communion, combina cura, buffs e dano em área, consolidando o arquétipo de suporte tático. Assim, a classe adiciona profundidade estratégica ao jogo cooperativo.
Undertaker e o combate de alto risco
A Undertaker representa o extremo oposto do Scholar. Voltada ao combate direto, a classe combina força e fé, empunhando uma maça e habilidades agressivas. Sua ultimate, Loathsome Hex, exige comunicação constante com o grupo, pois se trata de um ataque aéreo suicida, pensado para ser usado em sinergia com outros ultimates. Essa abordagem reforça o caráter cooperativo da expansão.

Sua habilidade Trance coloca a personagem em um estado de fúria controlada, facilitando esquivas, encadeando combos e garantindo dano consistente. Apesar da complexidade, o balanceamento é cuidadoso. A Undertaker não se sobrepõe às classes existentes, mas se integra organicamente ao elenco. Dessa forma, The Forsaken Hollows consegue expandir o leque de opções sem quebrar o equilíbrio central de Nightreign.
O Grande Vazio e a escalada de dificuldade
O grande destaque da DLC é o novo mapa, The Great Hollow. Diferente das áreas anteriores, ele aposta em verticalidade extrema e risco constante. Metade do cenário representa zonas de queda instantânea, transformando o próprio ambiente em um inimigo ativo. Esse design força atenção absoluta ao posicionamento, tornando cada avanço uma decisão calculada.
Além disso, o mapa introduz mecânicas próprias, como cristais amaldiçoados que precisam ser destruídos para liberar pontos de interesse. Jogadores experientes podem antecipar essas ações, enquanto iniciantes aprendem gradualmente. Assim, a DLC reforça a progressão baseada em conhecimento, um dos pilares do gênero roguelite. Cada derrota ensina algo novo, tornando o tempo investido significativo.
Chefes inéditos e reaproveitamento controverso
The Forsaken Hollows adiciona dois novos Nightlords principais: Balancers e Dreglord. Os Balancers oferecem um confronto caótico contra múltiplas entidades simultâneas, exigindo coordenação total do grupo. Após derrotá-los, eles podem retornar durante a run, roubando recursos e aumentando a tensão. Já o Dreglord apresenta um combate brutal, com ataques amplos capazes de eliminar jogadores em segundos.
Entretanto, a DLC também reutiliza chefes clássicos, incluindo Knight Artorias e Mohg. Embora esses retornos sejam impactantes, a dependência excessiva de figuras conhecidas gera críticas. A ausência de mais chefes totalmente originais pesa, especialmente em uma expansão focada em desafio e novidade.
Progressão, desbloqueios e acessibilidade nesta DLC de Elden Ring
Diferente de expansões anteriores da FromSoftware, o acesso ao conteúdo é simples. Basta derrotar o primeiro Nightlord e interagir com o hub central. Essa decisão reduz barreiras artificiais e permite que mais jogadores experimentem a DLC rapidamente. As novas classes também são desbloqueadas sem exigências obscuras, o que melhora o fluxo inicial.

Apesar disso, a dificuldade permanece elevada. The Forsaken Hollows não perdoa erros e não suaviza o aprendizado. Cada sistema exige domínio progressivo, reforçando o compromisso com o público hardcore. Assim, a expansão deixa claro seu posicionamento: agradar quem já entende e aceita as regras severas de Nightreign.
Conclusão
The Forsaken Hollows representa a melhor versão de Elden Ring Nightreign até o momento. A DLC refina ideias, adiciona profundidade estratégica e entrega desafios memoráveis. Embora o reaproveitamento de chefes incomode, o conjunto geral impressiona pelo volume e qualidade do conteúdo.
Para quem não se conectou com o jogo base, a expansão pode não mudar completamente essa percepção. No entanto, para fãs dedicados, The Forsaken Hollows oferece exatamente o que se esperava: mais Nightreign, mais difícil, mais complexo e mais recompensador. É uma DLC quase exemplar, feita sob medida para quem busca superação constante.
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