Sonic sob um escrutínio!

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Sonic

Nosso amado porco-espinho

Ontem (01/08/2016) foi um dia interessante na comunidade retrogamer em parte. O conceituado site Gameblast lançou um artigo com o título “É hora de refletir se Sonic já foi realmente bom” e isto deveras causou um choque bem, digamos assim, porreta por parte do público retrogamer e fã do porco-espinho mais rápido do planeta.

Quando alguém se lança neste meio para analisar de uma forma, teoricamente, mais profunda sobre uma franquia, um título e/ou um personagem, o mesmo não pode não fazer algo tão a esmo. Claro que não digo que se faz necessário ter jogado todos os títulos do azulão na época, que, de uma forma ou de outra pode não ter acontecido por diversos fatores, mas que, por agora, deveria ter se prezado a, pelo menos, jogar todos eles e fazer um comparativo com a sua fórmula que seguiu durante anos.

A criação do personagem que pode ser lidos aqui e aqui foi também meramente explicado no artigo em questão da Gameblast e não discordo do autor nesta parte

“Finalmente, é importante lembrar como todo o conceito de Sonic foi mais uma jogada de marketing do que algo para os jogos. A Sega precisava de um mascote e Sonic foi criado para apetecer um público infantil que, como crianças geralmente fazem, querem se sentir mais velhos e radicais. Lembrando disso, também é possível pensar que os jogos foram feitos ao redor dessa ideia e não a partir dela — e isso explicaria por que há tantas ideias pouco aproveitadas nesses jogos.” ~Renan Greca, articulista da Gameblast

Mas, aqui, existe um erro. O Sonic não foi criado para o público infantil, indo para o livro Console Wars e os muitos desenhos espalhados por aí, a concepção quase final do Sonic era voltado para o público gamer mais velho, ele tinha presas, era mais gótico, tinha uma banda e, até mesmo, uma namorada humana, loira e peituda. Daí eu pergunto, como este personagem poderia ser voltado ao público infantil?

Sonic

Sonic e sua namorada

Houve a infantilização do porco-espinho quando o mesmo fora mandado de Nakayama (ex-CEO da SEGA of Japan) para Tom Kalinske (Ex-CEO da SEGA of America) para a devida apreciação da próxima criação da SEGA para o mundo. Após algumas mudanças, feitas pela SoA, o mesmo chegou ao design que todos nós conhecemos, pois a empresa americana sabia que o apelo era se aproximar do design do Mickey Mouse, só que mais cool, mais maneiro, pois o público gamer no Mega Drive eram mais os adolescentes do que crianças. Enfim, isto é uma informação que está ao alcance de todos e que não precisava escrever algo na base do achismo.

Voltando a questão propriamente do Sonic, outro site que eu gosto muito, o Retroplayers, veio em defesa, em parte, do nosso grande herói azul, que vocês podem conferir aqui e, deveras, não posso discordar no caso de muitos cafés-com-leite  por aí, principalmente escrevendo em sites ou fazendo vídeos, o que não é de todo ruim, na verdade, assim se separa o joio do trigo.

E o mesmo vale para os jogos do ouriço. Será que o Sonic já foi bom, ou, na verdade, as fórmulas usadas para o mesmo nos títulos pós série clássica é que não funcionaram bem? Um grande exemplo disso é o Mario, aí, firme e forte, apesar do grande repeteco em alguns títulos, vendendo bem e sendo uma das marcas mais reconhecidas no planeta e, do outro lado, temos o Sonic, que continua vivo, mas de maneira claudicante.

Sonic

Já imaginaram o Sonic como um coelho?

Sim, eu não discordo completamente do artigo da Gameblast, pelo contrário, assim como qualquer franquia que existe por aí, a do Sonic é cheia de altos e baixos. Tivemos ótimos jogos do herói no Mega, no Master, no SEGA CD, no Game Gear, no Sega Saturno, no Dreamcast e nas outras plataformas não-SEGA, assim como tivemos péssimos jogos nestas mesmas plataformas, se bem que o Sonic CD só saiu para o SEGA CD, originalmente, então o SEGA CD está salvo disso.

Jogos como Sonic 3D Blast, Sonic R, Sonic Spinball, Shadow The Hedgehog, Sonic 2006, Sonic Unleashed, Sonic and the Secret Rings, Sonic and the Black Knight, Sonic 4 Episode 1 e 2, Sonic Boom, que, em sua maioria são considerados ruins, batem de frente com jogos bons do Sonic, como o Adventure 1 e 2, Sonic Shuffle, Sonic Heroes, Rush e Rush Adventure, The Dark Brotherhood, Colors, Sega All-Star Racing e Transformed, Generations, e os três fantásticos Advance. Quer dizer, não que o Sonic já foi bom, o que acontece, creio, é que ainda não foi encontrada uma fórmula 3D definitiva que ajude a aliar exploração e velocidade sem parecer que o porco-espinho precise seguir uma trilha para brincar no mundo aberto 3D. (Aqui jaz um adendo importante, a listagem acima é de opinião única e exclusiva deste articulista, não inferindo que é uma verdade absoluta, pois gostos são opiniões bem particulares).

Sonic

Sobrevivi aos meus jogos bons e jogos ruins

Mesmo os jogos clássicos do Sonic tem os seus problemas de jogabilidade, como é o caso da fase de bônus do Sonic 1, já joguei aquilo diversas vezes, peguei as esmeraldas até chupando manga, mas aquilo continua sendo um péssimo exemplo de jogabilidade. No Sonic 2, a fase lá do petróleo que eu me esqueci o nome, é por demais extensa e, em algumas partes, bem confusa, assim como a Metropolis, mas não duvido que tenha sido este o seu conceito original, no Sonic 3, tivemos menos destes problemas, com exceção daquele maldito tambor da Carnival Night. Nenhum título, por aí, da era 8 ou 16 bits está livre de problemas de jogabilidade e Sonic não é nenhuma exceção.

Não vamos tentar martirizar o cara que escreveu o texto, mesmo que, obviamente, a pessoa em questão parece não ter jogado os títulos portáteis e/ou os outros jogos para fazer uma equiparação devida – eu mesmo falta jogar vários títulos, como o Triple Trouble, Labiryth, Rivals 2, Zero Gravity e alguns outros -, assim sendo, a análise e a possibilidade real de dizer que o Sonic já foi realmente bom fica, deveras incompleta.

Talvez como fã da SEGA, toda esta minha opinião possa ser invalidada, mas vamos e convenhamos, toda e qualquer opinião pode ser invalidada com bons argumentos!

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Sonic teve jogos ruins, mas o Mario não fica atrás…

Se formos fazer uma análise mais acurada dos jogos do porco-espinho, assim como o Mario, Rayman, Crash e tantos outros únicos por aí, como dito lá em cima, sempre acharemos altos e baixos. Desta forma, poderíamos estender esta pergunta não tão apenas para o Sonic, mas, sim, para todos os outros que estão vivos e com títulos sendo lançados: “Será que algum jogo realmente foi bom nos últimos 25 anos?

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Sobre: Daniel Gomes

Um ser com a opção entre ser louco ou normal, mas prefere ser cearense. Estuda na área de computação e tem um plano de dominar o mundo inteiro; só não sabe como fazê-lo. Não é colecionador de games. Tem apenas um PS2, PSP e um NDS, mas joga mesmo é no PC. Adora o Mega Drive de coração e, se pudesse, passaria mais tempo jogando os clássicos deste sistema, mas atualmente, anda se viciando demais nos jogos da Nova Geração nos PC’s.Iniciou a sua carreira gamística com o Atari e desde então nunca mais parou.

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