RPG, que diabos é isso?

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Uma das coisas interessantes do mundo dos games é aquele fator nostálgico que nos faz voltar e relembrar momentos inesquecíveis e, como forma para resgatar estes momentos, transcreverei um artigo que, no meu tempo, foi que me introduziu ao universo do RPG, este artigo faz parte da Revista VideoGame nº 7 e espero que gostem de reler velhos momentos. Comentários, estarei fazendo em itálico.

Artigo

RPG. Guarde esta sigla. Afinal, se você gosta mesmo de games, ainda vai ouvir falar muito dela. RPG é como vem sendo chamado o Role Playing Game, um estilo de jogo que virou moda nos Estados Unidos e já encontra muitos adeptos por aqui. Role, em inglês, significa papel – o papel do ator de cinema ou teatro, que vai ser representado. Role playing nada mais é, portanto, do que representar um papel. E, como gamers, todos nós sabemos o que significa, fica fácil sacar que RPG nada mais é do que um jogo no qual se representa um papel.

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Que, de certa forma, não é exatamente isto, pois nos RPG’s eletrônicos, em sua grande maioria, a importância maior não é a interpretação do papel em si, mas o conteúdo da história e os números de XP que controlam o personagem, tudo já pré-determinado para o jogador seguir a história linear do game.

psivDe fato, em qualquer RPG o jogador “encarna” um ou mais personagens, e passa a pensar e agir como se fosse esse personagem. Pode, portanto, tomar decisões durante o jogo, e essas decisões podem mudar completamente o rumo da história. Claro, trata-se de um tipo de jogo no qual o raciocínio é fundamental. Só para citar exemplos, Zelda 1 e 2, para o Nintendinho, Zelda 3, para Super Nintendo, Final Fantasy, para Game Boy, Phantasy Star (Mega Drive e Master System), Sword of Vermillion (Mega Drive) são bons títulos de RPG.

Aqui já temos um diferencial a sobressaltar, já que Zelda não é o mesmo estilo de RPG que Final Fantasy ou Phantasy Star, sem contar que o encarnar um personagem só se tornou possível, parcialmente, nos WoW da vida, se for no meio eletrônico, ou no tradicional Gurps, Vampire ou AD&D, nos chamados RPG’s de mesa.

Ao se colocar qualquer título destes no console, logo se percebe uma diferença fundamental. A história é sempre longa e falta a ação dos games tradicionais. Não há mais a luta, o corpo-a-corpo e a habilidade já não contam tanto. E, mais importante, não há apenas um caminho a seguir. A ação, que depende muito mais da coordenação de movimentos e habilidade, foi substituída pela inteligência e raciocínio. No início, você deve procurar pistas que vão sendo fornecidas por habitantes de cidades ou seres misteriosos e mágicos, por exemplos. Elas aparecem na tela em forma de texto toda vez que se encontra algum desses personagens e se aperta o botão. E, dependendo da interpretação dessas pistas, você encontra seu inimigo ou não. Aí, a luta pode ser cerebral ou pode também haver ação. Vai depender do RPG.

O interessante a se notar aqui que, de fato, o RPG requer uma maior capacidade de raciocínio que os jogos de ação e aventura, porque, em muitos deles, os jogadores necessitam serem mais estratégicos, este ponto também é interessante em jogos online como Counter-Strike, que, em alguns casos, os times adversários montam estratégias para se digladiarem. Um outro aspecto, e este dos mais importantes, se o jogador não souber a língua usada no jogo, dificilmente poderá avançar no mesmo, fazendo com que o gamer aprenda a tal língua, um dos motivos interessantes que o RPG ajudou.

Ao contrário dos games tradicionais, a história de um RPG é sempre fundamental e determinante para que o jogador consiga sucesso. Ela acontece durante o jogo. E deve ser compreendida e estudada com atenção. Como os RPG são jogos muito longos, os cartuchos sempre tem um chip de memória que permite que o jogador grave o que já jogou, podendo continuar mais tarde, até mesmo se desligar o console. A memória extra é alimentada por uma pequena bateria instalada no cartucho.

Os Menus

Menu é a palavra-chave para se jogar um RPG. Quem já operou um microcomputador ou mesmo já tentou jogar um RPG tem uma boa ideia do que seja um menu. Mas, para quem nunca viu, um menu é exatamente o que se pode pensar à primeira vista: um cardápio, como os dos restaurantes. Nele são apresentadas diversas opções para que o jogador escolha uma. Aqui, é bom lembrar que os RPG exigem um bom domínio da língua inglesa, já que todas as opções dos menus e, também, as pistas e a história do jogo – fundamental – são apresentadas em inglês. O que, sem dúvida, dificulta muito o jogo para um iniciante. Mas que não chega a ser um obstáculo, já que pode ser também uma boa maneira de se treinar o aprendizado dessa língua. De qualquer modo, já existe uma versão do Phantasy Star para o Master System totalmente em português, lançada no Brasil pela Tec Toy. Nos menus, a escolha é feita com uma seta que se movimenta na tela através do controle direcional. Assim, você poderá se equipar para um combate, trocando a armadura, usando determinadas armas, aumentando seu poder em magia, e tudo o mais que se possa imaginar.

Dentro, das limitações, claro do jogo. Como existem diversos jogos de RPG, muitas vezes, a magia é substituída por habilidades tecnológicas, por exemplo, ou uma armadura por um escudo psicocinético e assim vai.

Além da movimentação normal do personagem na tela, ao interpretar uma pista, resolver mudar seu plano de ação para, por exemplo, outro planeta, ou uma terra distante. Novamente aparece o menu, para que seja escolhido o novo local de ação.indy2

Em Indiana Jones and the Last Crusade, um RPG para o Nintendo, que mistura ação e raciocínio, o herói Indy pode decidir se vai a Veneza, se vai encontrar Marcus Brody no deserto ou se vai ao Castelo Brunwald, na Áustria. Claro, o sucesso na aventura dependerá da escolha dessas opções, que deverão ocorrer na hora e na ordem certas.

Até mesmo combates podem ser realizados por menus. No game Phantasy Star (Master System), por exemplo, Alis resolve atacar a Medusa. No menu, selecione a opção “atacar”. Não há combate visível. O computador analisa a situação de força, magia, energia e equipamentos e decide quem vai vencer. Se Alis não estiver com todos os requisitos preenchidos, a tela apresentará a mensagem: “Alis foi transformada em pedra“, ou seja, perdeu o combate. Cabe a você descobrir o que seria necessário estar usando para derrotá-la.

Aventura e Sonho

A princípio, um RPG pode parecer chato. Mas bastam alguns momentos jogando para se envolver na história e com os personagens, e viver uma verdadeira aventura. Habitantes intergaláticos, princesas de terras devastadas, bravos guerreiros medievais e até seres mitológicos costuma frequentar sonhos que se transformam em realidade através de um RPG.

Claro, uma boa ajuda para que isso aconteça é dada pelo console ou computador, pois eles acrescentam à fantasia do jogador o elemento gráfico – as animações e efeitos sonoros, além de porcessarem as decisões com extrema rapidez, dando ao RPG um aspecto bastante dinâmico. Os RPGs se tornaram, desta forma, bem mais atraentes, podendo, inclusive, dosar cenas de ação e raciocínio.

Com ação ou sem ação, um RPG é sempre um game excitante. Isso porque a história é vívida mais intensamente pelo jogador. O final do jogo vai depender exclusivamente de sua astúcia, e aí vale tudo. Até um pouco de cultura geral ajuda. Por exemplo, no RPG Phantasy Star (Master System), quem souber que a Medusa, um ser da mitologia greco-romana cujos cabelos são serpentes, transforma quem quer que olhe para seus olhos em pedra, pode derrotá-la facilmente. A dedução aí vem fácil: basta usar um escudo de espelho para não ser enfeitiçado. Foi, alíás, o que fez o heroi Perseu, filho de Zeus, para derrotá-la. Servindo-se da imagem refletida no escudo de bronze polido, de sua irmã Athena, guiou sua espada para vencê-la. E não foi enfeitiçado. Mas, se você começar a jogar um RPG, poderá quase que com certeza, se enfeitiçar.

Artigo original de Mário Fittipaldi

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Sobre: Daniel Gomes

Um ser com a opção entre ser louco ou normal, mas prefere ser cearense. Estuda na área de computação e tem um plano de dominar o mundo inteiro; só não sabe como fazê-lo. Não é colecionador de games. Tem apenas um PS2, PSP e um NDS, mas joga mesmo é no PC. Adora o Mega Drive de coração e, se pudesse, passaria mais tempo jogando os clássicos deste sistema, mas atualmente, anda se viciando demais nos jogos da Nova Geração nos PC’s.Iniciou a sua carreira gamística com o Atari e desde então nunca mais parou.

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