Por que os meus coleguinhas não devolviam meus cartuchos?
Defenestrando..., Especial — By Celso Affini on 18 de abril de 2012 10:00Quem é da época das locadoras se lembra bem como eram aqueles dias. Quando você adquiria um cartucho, era algo para se comemorar, e o jogo escolhido era aquele que geralmente a pessoa mais gostava porque seria difícil comprar outro logo em seguida. Mas, com esforço e tirando boas notas, todos conseguiam alguns cartuchos para a sua diversão, porém é quando surge um problema: apareciam alguns colegas de classe ou vizinhos de bairro que falavam a famigerada frase: “EMPRESTA SEU JOGO!!!”
E acredito que eu e outros muitos emprestamos o cartucho e aí começaram todos os problemas. Inicialmente, quando comecei a jogar videogame, eu somente tinha o ATARI e ainda não tinha a veia de colecionador que tenho hoje, portanto, perdi muitos cartuchos que emprestei ou dei para alguns amigos que eu via serem menos favorecidos. Mas quando chegou a fase do Master System e Mega Drive as coisas mudaram.
O que tinha sobrado do meu ATARI eu guardei e preservei, e dos outros consoles também; ainda mais com a guerra que era no colégio com a disputa “SEGA VS NINTENDO”. Todos ficavam nessa de dizer que seu console era melhor e até rolava de ter grupos separados na sala devido ao console que você tinha. E adivinhem: eu era do grupo da SEGA e, por incrível que pareça, estava sempre sozinho… Hahaha. Não é nem falando mal, mas a maioria dos meus coleguinhas da época se vangloriavam de possuírem clones do NES achando que eram os feras. Isso que dá estudar com gente pobre de espírito que segregava sem sequer pensar duas vezes.
Mas lembro bem de um colega que me pediu um jogo emprestado de Master Sytem e, como o cara curtia a SEGA, nem pensei duas vezes… Meu erro foi justamente esse. Passando um mês, pedi de volta o cartucho e o cara ficou prometendo que ia trazer e nada de trazer. Pra minha sorte, minha mãe era secretária da escola que eu estudava, assim como meu pai tinha sido o diretor e meu tio era o inspetor, então foi fácil conseguir o endereço do tratante. Depois da aula fiquei de bobeira num fliperama e, passadas duas horas, fui pra casa dessa pessoa, onde ao tocar a campainha, sua mãe aparece e, claro, chamo o dito cujo.

Sorte a minha que a mãe do cara ficou a meu favor, já teve pais que me tocaram da casa deles por cobrar seus filhos
“E aí, Jow, cadê meu cartucho?” Foi logo isso que falei e o moleque ficou branco. Já comecei a falar alto e a mãe dele ouviu e ele começou a se justificar, dizendo que tinha emprestado pra um cara e esse pra outro e pra outro. Falei que não queria saber; que queria meu cartucho ou a grana dele e, meus amigos, a mãe do cara virou uma fera…! Mas ao meu favor, ela foi fazendo ligações, até descobrir onde estava o cartucho e fomos buscar lá na casa do infeliz. Obviamente que nunca mais emprestei e nem troquei mais ideia com o cidadão, porém eu ainda fui enganado muitas vezes e muitas tretas rolaram por isso.
Não preciso mencionar o nome, por que se a pessoa ler essa matéria, saberá que foi ela que me engambelou alguns dos cartuchos que eu tinha. Perdi um cartucho do Desert Strike original para um antigo colega que fez comigo o curso técnico de Processamento de Dados. Emprestei um cartucho Chuck Rock II para um ruivinho que morava aqui perto de casa e o cara não me devolveu, alegando que eu tinha muitos jogos e o cartucho era pirata, daí não era tão relevante… Até hoje sou muito a fim de capotar esse bosta. E teve uma vez que parentes de um tio meu vieram na minha casa e pegaram jogos sem minha permissão e nunca mais devolveram. Sendo assim, a única conclusão que posso tirar é essa:

Aposto que nosso amigo Norian Munhoz Junior não tem essa coleção ai atrás dele emprestando cartucho para uns doidos como eu tive o azar de emprestar
Se você não gosta de videogame como eu, se acha que ter muitos é sinal de que não dou valor a eles ou por ser pirata tanto faz tanto fez para mim, NÃO ME PEÇA JOGOS EMPRESTADOS. Ao que parece, a pessoa percebe que você tem algo que ele gosta mas para ele aquilo é tipo sucata que ele pode usar como encosto de porta ou suporte pra mesa. Então, se você é esse tipo de pessoa, é melhor sair de perto de quem é colecionador. Tanto que minha política agora é não emprestar nada; no máximo faço uma cópia do jogo se for em CD e mesmo que o CD seja pirata não empresto jamais. Agora, mais uma vez, espero que vocês que nos acompanham aqui possam contar alguma história interessante ou um stress que tenham passado pelo mesmo motivo.


















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