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Quando tudo começou…

convidados — By on 6 de abril de 2012 10:00

Gamer, mãe, fã de Ozzy Osbourne, fanática por Mega Drive devido à influência do meu irmão e grande apreciadora de FPS.

Post feito pela Megadraiviana: Thais Affini
Site: Nenhum
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É estranho afirmar isso, mas tudo começou com o Mega Drive. Já joguei vários consoles diferentes, meu irmão, sendo colecionador, me proporcionou um acesso total a todos os tipos de consoles e jogos que vocês possam imaginar. Jogo vai, jogo vem, mas o Mega Drive sempre ficou. Lembro como se fosse ontem: eu e minha irmã lavando o controle no banheiro azul do meu irmão, por que havíamos comido salgadinho de bacon e sabia que iríamos levar bronca do meu irmão porque o controle nem era dele.

Então, por que não lavar? Uma frase que me arrependo até hoje por ter passado na minha cabeça.

Os jogos do Mega Drive sempre me cativaram. Não sei se era a trilha sonora, que hoje coloco no meu celular para escutar quando quiser. Consigo facilmente assoviar músicas de jogos que fizeram parte da minha vida (fico testando meu filho para ver se ele reconhece o jogo). Quando estou pilotando a minha moto, acabo escutando El Viento, Double Dragon, Streets of Rage, Shinobi, entre outros.

Mas pra mim deve ser a jogabilidade. Antigamente, não existia Memory Card; era o bom e velho password. Aí as coisas eram diferentes. Quem nunca jogou Zombies Ate My Neighbors, ficou copiando o password, parou de jogar e quando foi jogar de novo usando o password, descobriu que não tinha mais nenhuma das armas ou itens que estavam lá quando copiou o password? Imagina você na tela 20-e-não-sei-o-quê, com apenas um ou dois vizinhos, com os Lobisomens pulando na tela e você só tinha a pistolinha de água? Era de matar.

Password pra quê, então? Sem nenhuma arma, não tinha jeito.

Os jogos prendiam a atenção. Tínhamos que suar/ralar/dedicar toda nosssa atenção ao jogo, para entender o que tínhamos que fazer, como e aonde aquilo ia nos levar. Quem nunca deixou o videogame ligado e foi pra escola, ou foi jantar porque a mãe chamou, para não perder o que já havia feito? Hoje não é a mesma coisa. Fico tão triste com isso! Passava toda a minha tarde jogando no quarto do meu irmão. Lembro que alguns jogos, na época, joguei poucas vezes sozinha. Sempre jogava sempre com a minha irmã, pois ela era minha parceira nos games. Gunstar Heroes, Toe Jam & Earl, Zombies Ate My Neighbors, Streets of Rage, Vapor Trail, aquele jogo de basquete Lakers vs Celtics (se não me engano), um jogo de hóquei também, Mario Lemieux, que por sinal fiz até um jingle com aquela música que toca durante o jogo, entre outros.

Quando de repente fui apresentada ao SEGA CD, putz, aquilo mudou minha vida! Pra ser sincera, não me lembro qual foi o primeiro jogo que vi no SEGA CD, mas com certeza tem alguns que nunca irei esquecer. Night Trap, um excelente jogo: super interativo, com pessoas reais, com uma história até que divertida, vários finais diferentes… Excelente jogo (sem dúvida um dos meus favoritos). O maldito jogo do INXS, no qual tínhamos que fazer um videoclip. Que jogo infernal! Eu, por volta dos meus 10 anos, me deparei com esse jogo, todo em inglês, tentando acompanhar a letra da música para fazer o maldito videoclip que nunca dava certo; quando eu ficava apertando todos os botões ABC rapidamente eu fazia um super ultra videoclip. Era tão injusto, mas sabia que funcionava.

Interatividade era apelido. Diversão garantida até os dias de hoje.

Lords Of Thunder com certeza pela jogabilidade e de fato pela trilha sonora (pra quem conhece, lembra um Yngwie Malmsteen). Road Avenger, um jogo fácil, autoexplicativo, porém cativante. A música da apresentação me emociona até hoje! Um jogo com enredo, cenas interessantes e jobalidade para quem de fato acha fácil. Gostaria de ver jogando no Hard, onde não continua autoexplicativo e você tem que fazer tudo na raça ou no caso decorando, mas mesmo assim emocionante (malditos punks). Lethal Enforcers e Mad Dog McCree… Qual criança que, ao jogar esses jogos com a pistola, não acharia o máximo? Eu achei!  Lethal Enforces, um jogo mais agitado, com reféns, patentes e tudo mais. Mad Dog era um clássico Western: atirar nas garrafas, duelos, chapéus, celeiros e tudo o mais. Claro, existem outros jogos maravilhosos, tanto de Mega Drive quanto de Sega CD; só quis mostrar um pouco de como foi a minha jornada.

http://www.youtube.com/watch?v=VpwvUGUHS_Y&feature=related

Trilha sonora que é quase como ir a um show de rock.

Interatividade era apelido. Diversão garantida até os dias de hoje.

Sou muito grata a todos os Consoles existentes, (N64, quem sabe um dia, rs), mas digo com clareza e certeza, que o Inglês que sei hoje, apesar de nunca ter feito curso, devo plenamente ao videogame, em primeiro lugar, e aos filmes/séries em segundo. Acho que toda criança deveria ter acesso a qualquer tipo de game, pois contribui plenamente na evolução da criança.

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Sobre o Autor:
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Colecionador e hardcore gamer, desde 1981 vem acompanhado o que o mundo dos games tem a oferecer. Não dando mais atenção as novas gerações, se dedica em aprimorar seus conhecimentos sobre a geração de games mais importante que existiu 8 Bits e 16 Bits.
  • Luiz Trindade

    Concordo totalmente. Além de permear as lembranças mais pueris, e tornar-se uma boa recordação da infância para a vida toda, o Mega Drive contribui muito para a minha formação no que tange ao aprendizado do Inglês (obrigado Shining FOrce I e II) e no estímulo criativo (afinal, naquela época, imersão era muito mais um exercício de imaginação do que gráficos ultrarealistas).

  • http://www.youtube.com/user/brazucagamer BrazucaGamer

    Muito bom!!! Very nostalgic!!!

  • http://santuariodomestreryu.blogspot.com.br Mestre Ryu

    Legal. Esse discurso é que posso dizer que, sim, é de uma pessoa verdadeiramente apaixonada pelos videogames, respeitando cada jogo sem discriminação desde sua devida época. Os FMVs em especial.
    Um game de Mega Drive que contribuiu e muito pra melhorar a simulação do meu inglês foi Quackshot e meu pai foi o meu dicionário. Agradeço a ele. hehe!

  • Thais Affini

    Provavelmente ninguém parou para pensar em quanto os games tem um significado útil de uma forma ou de outra em nossa vida. Fico feliz em poder dividir nem que seja um pouco dessa minha experiência.

  • http://fortes89.blogspot.com istemthebronx

    Demás isso. Thais Affini, hardcore gamer, botando o Erik pra ficar jogando o jogo do cata-tudo de PS2, e o MK Shaolin Monks, sem falar no Sunset Riders e Castle of Illusion de Mega, quando estava na casa de vcs Affini. Muito bom isso. Além de colecionadores, sangue bom, e o Celso stress…heheheheusaihesaiesa…no trânsito, o cumpade, solta brutality nos motoristas imprudentes se deixar!!! heuisheasuisea

  • Thais Affini

    O jogo do “cata-tudo” se chama Katamari, ultra viciante, porém mega gay.

    • http://fortes89.blogspot.com istemthebronx

      Esse mesmo Thais, não conseguia passar de 100 mil pontos. =/

  • http://twitter.com/andre_eckel @andre_eckel

    Matéria brilhante em todos os sentidos!!! :)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1669075034 Andre Adriano

    Thais, o video game com certeza está em nossas vidas. No passado muita gente falava muito mal, dizima que isso sugava o nosso cerebro, ficariamos burros, ficariamos mais violentos, essas coisas de gente chata. Mas o tempo passou e hoje isso é cultura. Os games evoluiram de uma tal maneira que virou até aprendizado. Apesar de que os games de hoje estão perdendo um pouco encanto por não propor mais desafios e só entretenimento, hoje é uma forma de aprender as coisas. Temos simuladores de aviões no exercito, para preparar o piloto até chegar no veiculo veradeiro, temos simuladores de carro, exemplo do Gran Turismo, para saber como é um carro de verdade. Enfim, os games são uma forma de aprendizado, como no caso, vc aprendeu ingles graças a ele, tem gente que aprendeu história tb ao video game. Mas falando tudo isso, o mais importante de todos. Marcou a nossa infancia.

  • ricardo crush

    muito massa sua experiencia com uns games o mega me deu muitas alegrias tb n tem nada que pague passar a tarde jogando street of rages e gunstar heros com seu amigo ou irmao muito legal.Sou fa de rock assim como voce e ja toco algumas musicas de games na guitar como green hill zone sonic 1 e ending theme street of rages 2 e vem mais por ai deu pra entender a paixao ne.

  • daniel borges

    É incrível mesmo! Sou colecionador de vídeo games, tenho um monte deles, mas o mega drive é o mais marcante, talvez por ele ter sido o primeiro grande vídeo game, o que mais se destacou em sua época…

  • http://fotolog.terra.com.br/lenechaves Waldemar Lene Chaves

    Já não fazem mais trilhas sonoras de games como antigamente! As músicas da era 16 bits eram muito cativantes e nos empolgavam a jogar mais e mais. Meu pendrive, no qual coloco músicas para ouvir quando vou ao trabalho, está cheio de músicas de games. As trilhas sonoras de Sonic, Streets of Rage 2, Top Gear e Megaman são minhas favoritas. Mesmo com arranjos midi, super simples, essas músicas tinham melodias bem mais emocionantes que as músicas da maioria dos games de hoje. Acho que é essa a diferença, a melodia. Outra coisa bacana que vc mencionou foi aprender inglês através dos jogos. Eu aprendi inglês pra jogar Little Ninja Brothers, game de RPG do nintendinho. Aprendi um monte de gírias de gângsters jogando Dick Tracy, também do NES. Creio que as experiencias narradas por você neste texto têm muito em comum com a de grande parte dos gamers da nossa geração.

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